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Como uma família que vendia produtos de limpeza em kombis criou uma holding bilionária.

Em 2007, no centro de São Paulo, a família Castelo viu algo que mudaria suas vidas: uma kombi vendendo produtos de limpeza de porta em porta. Alguns podiam assistir a essa cena e admirar a criatividade, achar curioso ou mesmo cansativo, mas Edmar e seus filhos, Leandro e Leonardo, decidiram simplesmente largar tudo e empreender da mesma forma. Sem grandes planejamentos, agiram na espontaneidade e, em poucos dias, já estavam saindo para entregar produtos de limpeza pelas ruas também. Assim surgia a Ecoville.

Venderam os carros e compraram um galpão de 200 metros quadrados e duas kombis brancas “caindo aos pedaços”, como Castelo as descreve. “Com isso, gastamos mais de 70% da nossa renda. Achamos que tudo ia acontecer em curto prazo, não tínhamos conhecimento de capital de giro. Em seis meses de negócio, ficamos sem dinheiro para aluguel e começamos a dormir dentro do galpão”. A crença da família de que era preciso apenas trabalhar para que tudo desse certo começou a cair por terra. 

Castelo destaca que a chave para sair da situação foi assumir a falta de conhecimento sobre o assunto. “Quando batemos no peito e assumimos que não sabíamos fazer, tudo começou a dar certo.” Foi a partir desse momento que começaram a participar de palestras e processos de gestão pela Endeavor Brasil, onde conheceram diversos empreendedores e macetes de aceleração para empresas. 

Após dois anos de luta e mais alguns meses de puro aprendizado, a Ecoville mudou. “Aprendemos a vender e desenvolver nossos funcionários e, com isso, conseguimos alcançar 300 revendedores”, conta. Foi a primeira grande vitória de um caminho frutífero. “Em 2012, montamos nossa primeira loja, um supermercado de produtos de limpeza. Esse conceito funcionou muito bem, então, abrimos sete lojas próprias apenas nesse primeiro ano. Em 2016, nos transformamos em franquia e migramos de um conceito regional para o âmbito nacional, presente em 24 estados, com mais de 320 unidades. As vendas de porta em porta também continuam, mas não mais nas famosas kombis. Atualmente, os franqueados usam carros como fiorinos ou minicaminhões. 

Sobre o massivo crescimento, Castelo diz que “o sonho vai aumentando conforme adquirimos conhecimento”. Coincidentemente, sua fala também conversa com o empreendimento que nasceu em meio ao crescimento da Ecoville. A partir do contato constante com empresas por conta dos processos da Endeavor, o sucesso da família começou a ser admirado por colegas de profissão, que começaram a pedir ajuda para realizarem suas próprias acelerações. “Nós achávamos que nosso foco era apenas a Ecoville, mas um dia o pessoal da Calzoon –de calzones– perguntou se não queríamos ser sócios da marca, e nós pensamos que isso podia ser um bom teste.”

Conforme a Calzoon crescia, com cerca de 190 contratos de franqueamento fechados após um ano de aceleração, mais empresas começaram a pedir o serviço e, em 2018, a 300 Franchising nasceu como uma holding de aceleração de franquias. Desde então, eles já se tornaram sócios de mais de 30 marcas e previsão de faturamento para 2023 de R$ 6 bilhões com 9.500 franquias e 40 mil empregos gerados.

“Fomos melhorando e nos transformamos em uma máquina de transformar empresas. Crescemos cerca de 300 a 450 unidades de franquias por mês.”

Leonardo Castelo é um dos palestrantes confirmados no 4º Congresso Gaúcho de Liderança e Gestão, que acontecerá dia 20.01 em Porto Alegre.

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